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segunda-feira, 17 de março de 2025

Maria Teresa Horta | Escritora

Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros

Nascimento: 20 de maio de 1937
Lisboa
Falecimento: 4 de fevereiro de 2025 (87 anos)
Lisboa

Escritora, jornalista e poetisa portuguesa. É uma das autoras do livro Novas Cartas Portuguesas, pelo qual foi processada e julgada em 1972, ao lado de Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa.











sexta-feira, 26 de abril de 2024

Amilcar Cabral | 23 janeiro

Amílcar Cabral nasceu em Bafatá, a 12 de Setembro de 1924, filho do professor Juvenal Lopes Cabral (cabo-verdiano de ascendência guineense), e de Iva Pinhel Évora (guineense de ascendência cabo-verdiana).

Em 1945, consegue uma bolsa de estudos, ingressando no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Cabral logo se envolve em reuniões de grupos oposicionistas, aderindo às teses marxistas e, particularmente ao lado de outros alunos vindos da África, que conheceu na Casa dos Estudantes do Império. Conclui a licenciatura em 1950, trabalhando dois anos na Estação Agronómica de Santarém.

Em 1955, participa da Conferência de Bandung, envolvendo-se activamente na questão afro-asiática. Em 1956 juntamente com Aristides Pereira, o seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o Partido Africano da Independência (PAI), assumido o cargo de seu secretário-geral. Em 3 de Agosto de 1959, o PAI participa activamente na greve de trabalhadores do porto de Pidjiguiti, fortemente reprimida pelo governo provincial.

Em 1962, o PAI muda a sua designação para PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e, no ano seguinte, estabelece uma delegação na cidade de Conacri, iniciando a luta armada em 23 de Janeiro de 1963, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau. Neste ano, Amílcar Cabral visita a República Popular da China onde se assume que a revolução deveria partir do campesinato. Em 1970, Amílcar Cabral, acompanhado de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido por Sua Santidade o Papa Paulo VI, em audiência privada.

Em 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros do seu próprio partido (assassinato que a propaganda anti Estado Novo assacou, erradamente, à PIDE). Afirma-se que Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: “Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios."



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

José Afonso

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, mais conhecido como José Afonso, foi um cantor, compositor e poeta português. Nasceu em Aveiro, Portugal, em 2 de agosto de 1929 e faleceu em Setúbal, Portugal, em 23 de fevereiro de 1987, aos 57 anos.

Afonso começou a estudar música aos seis anos de idade, e aos 15 anos ingressou na Academia Musical de Coimbra. Em 1949, mudou-se para Lisboa para estudar Filosofia na Universidade de Lisboa. Foi nesta época que começou a se envolver na luta contra a ditadura salazarista, que governava Portugal na época.

Em 1960, José Afonso foi preso por participar de manifestações estudantis contra o regime. Depois de ser libertado, em 1964, mudou-se para Setúbal, onde começou a trabalhar como professor. Nesta cidade, ele se tornou uma figura importante na cena musical e política, envolvendo-se em movimentos sociais e culturais.

Nos anos seguintes, José Afonso se tornou um símbolo da resistência à ditadura em Portugal, com suas canções de protesto e crítica social. Sua música era caracterizada por uma fusão de tradições musicais portuguesas e influências internacionais, como o folk americano e a música latino-americana.

Algumas das canções mais conhecidas de José Afonso incluem "Grândola, Vila Morena", que se tornou um hino da Revolução dos Cravos em 1974, "Traz Outro Amigo Também", "Menino do Bairro Negro", "Cantigas do Maio" e "Venham Mais Cinco".

José Afonso morreu em 1987, vítima de um cancro. Ele deixou um legado importante para a música e a cultura portuguesas, além de ser lembrado como um símbolo da luta pela liberdade e democracia em Portugal.


Vitorino Nemésio

Vitorino Nemésio (19 de dezembro 1901 - 20 de fevereiro 1978) foi um escritor, poeta, crítico e professor português. Nasceu nos Açores, um arquipélago no Oceano Atlântico que faz parte de Portugal, e passou grande parte da sua vida lá. Estudou na Universidade de Lisboa e mais tarde tornou-se professor de literatura portuguesa na Universidade dos Açores.

Nemésio foi um escritor prolífico, publicando numerosos romances, contos, ensaios e poemas. A sua obra mais famosa é o romance "Mau Tempo no Canal", que é considerado uma obra-prima da literatura portuguesa. O romance passa-se nos Açores e conta a história de um grupo de famílias que vivem na ilha Terceira durante a Segunda Guerra Mundial.

Nemésio foi também um proeminente crítico literário, e os seus ensaios sobre a literatura portuguesa são considerados algumas das mais importantes obras de crítica literária da história do país. Foi galardoado com inúmeros prémios e honrarias pelos seus contributos para a cultura portuguesa, incluindo a Grã-Cruz da Ordem de São Tiago da Espada e a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa.

Hoje, Nemésio é considerado uma das figuras mais importantes da literatura portuguesa do século 20, e suas obras continuam a ser estudadas e celebradas em Portugal e além.


António Gedeão

António Gedeão é o pseudónimo literário de Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (24 de novembro 1906 - 19 de fevereiro 1997), um poeta, professor, cientista e escritor português. Ele nasceu em Lisboa e estudou engenharia química, mas também se interessou por literatura e poesia.

Gedeão é mais conhecido por sua poesia, que se destaca pelo uso de uma linguagem clara e acessível, muitas vezes com temas relacionados à ciência e à tecnologia. Ele também escreveu peças de teatro, contos e ensaios.

Uma de suas obras mais famosas é "Pedra Filosofal", um poema que foi transformado em música por Manuel Freire e tornou-se um símbolo da Revolução dos Cravos em Portugal, em 1974. O poema usa a alquimia como metáfora para a busca da verdade e da sabedoria.

Gedeão também teve uma carreira notável como cientista, trabalhando como químico e professor de física e química. Ele foi responsável pela introdução do ensino da física moderna nas escolas secundárias portuguesas.

António Gedeão deixou uma obra literária importante em Portugal, com destaque para a poesia, e sua contribuição como cientista também foi significativa. Ele é considerado uma das vozes mais importantes da poesia portuguesa do século XX.



António Aleixo

António Aleixo (18 de fevereiro de 1899 - 16 de novembro de 1949) foi um poeta e pedreiro português nascido em Vila Real de Santo António, no Algarve. Ele é conhecido por sua poesia popular, que apresenta um olhar crítico e satírico sobre a vida e a sociedade portuguesa da época.

Filho de um pedreiro, António Aleixo seguiu os passos do pai e trabalhou como pedreiro durante toda a sua vida, o que o levou a ter pouco tempo para se dedicar à sua verdadeira paixão: a poesia. No entanto, ele conseguiu escrever mais de mil poemas ao longo de sua vida.

A obra de António Aleixo é marcada pelo uso de uma linguagem simples e direta, que reflete a sua experiência de vida e a sua visão de mundo. Ele escreveu sobre temas como a pobreza, a injustiça social, a religião e a política, usando o humor e a ironia para expressar suas ideias.

Apesar de não ter recebido reconhecimento em vida, António Aleixo é hoje considerado um dos maiores poetas populares de Portugal, tendo influenciado vários escritores e poetas do país. Sua obra foi reunida e publicada em vários livros, incluindo "Este Livro que Vos Deixo...".


Agostinho da Silva

Agostinho da Silva (1906-1994) foi um filósofo português conhecido por sua obra abrangente na filosofia contemporânea e pela sua contribuição para o desenvolvimento do pensamento filosófico em Portugal. Ele nasceu em Vila Nova de Famalicão, Portugal, e estudou filosofia na Universidade de Coimbra.

Sua obra é ampla e abrange uma ampla gama de temas, incluindo epistemologia, ontologia, filosofia da ciência, filosofia política e filosofia da cultura. Ele também escreveu sobre a filosofia da educação e sobre questões sociais e políticas, incluindo a questão da liberdade, da justiça e do socialismo.

Agostinho da Silva é considerado um dos filósofos mais influentes de Portugal no século XX e sua obra ainda é estudada e debatida hoje. Ele faleceu em 1994, deixando uma importante contribuição para o desenvolvimento da filosofia em Portugal e no mundo.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Amílcar Cabral (50 anos do assassinato)

Hoje 20 de janeiro de 2023 comemora-se os 50 anos do assassinato de Amílcar Cabral, líder da luta armada de libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

Na Biblioteca da nossa escola os alunos estiveram em conversa com o investigador Apolo de Carvalho.




quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Escritor Eugénio de Andrade


Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas Neto.

Nasceu a 19 Janeiro 1923 (Fundão, Portugal)
Morreu em 13 Junho 2005 (Porto)


segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Comemoração do Aniversário de José Saramago ! 16 novembro

 16 de novembro de 1922

Os alunos do 1º ciclo - 4º anos, estiveram presentes na biblioteca para comemorarem o aniversário de José Saramago.

Assistiram ao vídeo A Maior Flor do Mundo










sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Leituras Centenárias de Saramago

Fotos de Trabalhos


Para visualizar as fotos dos trabalhos realizados pelos alunos do Agrupamento no âmbito das comemorações do centenário de José Saramago clique na flor.


#centenariosaramago 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Centenário de José Saramago

Centenário de José Saramago

A Fundação José Saramago está a comemorar os cem anos do nascimento do escritor e por isso, as escolas foram convidadas a participar. 


Pode visualizar o video no seguinte link:

https://youtu.be/dxEk5ROhd3I


#centenariosaramago 

sábado, 13 de novembro de 2021

Livros Escritos por Saramago

Obras escritas por José Saramago


 
José Saramago estreou-se na literatura com o romance “Terra do Pecado” (1947). 

Foi diretor literário de uma editora, jornalista e tradutor. 

Colaborou com vários jornais e revistas, entre eles, o Diário de Lisboa, A Capital e a Seara Nova, onde exerceu a função de cronista.

Iniciou-se na poesia, com Os Poemas Possíveis (1966) e Provavelmente Alegria (1970), e pela crónica Deste Mundo e do Outro (1971).

A partir do final dos anos 70 dedicou-se ao teatro, e escreveu:
  • A Noite (1979), peça que tem como cenário uma redação de um jornal na noite de 24 para 25 de abril de 1974. A peça recebeu o Prémio da Associação de Críticos Portugueses.
A ficção de Saramago começou com o romance Manual de Pintura e Caligrafia (1976). 

Publicou dois volumes de contos Objeto Quase (1978) e Poética dos Cinco Sentidos (1979).

Como romancista o autor consagrou-se ao receber o “Prémio Cidade de Lisboa” com Levantando do Chão (1980), que se tornou Best-Seller internacional.

José Saramago desenvolveu uma espécie de historicismo fantástico onde sua imaginação, aliada a um ilimitado amor à vida, em cada minúcia da verdade humana ao longo do tempo, reelabora fatos da história de sua terra, como nas obras:
  • Memorial do Convento (1982)
  • O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) (Prémio do Pen Clube Português, Prémio da Crítica, Prémio Dom Diniz e Prémio do Jornal The Independente)
  • A Jangada de Pedra (1988)
  • História do Cerco de Lisboa (1989)

José Saramago pertenceu à primeira Direção da Associação Portuguesa de Escritores. 
Foi presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores, entre 1985 e 1994.

O escritor publicou um título no campo da literatura infanto-juvenil, “A Maior Flor do Mundo” (2001), livro escrito em parceria com o ilustrador João Caetano, que recebeu o Prémio Nacional de Ilustração.

José Saramago faleceu em Tias, Espanha, no dia 18 de junho de 2010.

Prémios Recebidos:
Comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada (1985)
Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas (1991)
Prémio Camões (1995)
Prémio Nobel de Literatura (1998)
Doutor Honoris Causa (1999), pela Universidade de Nottinghan, na Inglaterra.
Doutor Honoris Causa (2004), pela Universidade de Coimbra.

A Maior Flor do Mundo


(link para o youtube)

A maior flor do mundo é uma magnífica história para crianças, mas, antes de tudo, é um legítimo Saramago. Transformando-se em personagem, o autor nos conta que uma vez teve uma ideia para um livro infantil, inventou uma história sobre um menino que faz nascer a maior flor do mundo. 
Não se julgava capaz de escrever para crianças, mas chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a ideia no papel, ela resultaria verdadeiramente extraordinária: “seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas…”.

Centenário de José Saramago

José Saramago


Dia 16 de novembro, às 10 horas, tem início a comemoração do Centenário de José Saramago, através da voz das crianças que realizam sessões de leitura do conto de José Saramago, A maior flor do mundo.

Esta é uma iniciativa da Fundação José Saramago em que a Rede de Bibliotecas Escolares é parceira.

#centenariosaramago

Poema Coletivo

No âmbito da exploração da vida e obra de Luís de Camões, os alunos participaram na criação de um poema coletivo, inspirado nos temas, valor...